Como assim o IFPA tem 115 anos???

É que a história do Instituto Federal do Pará (IFPA) começou há mais tempo doque imaginamos. Essa história começou lá em 1909, quando o então presidente do Brasil, Nilo Peçanha, assinou a Lei que criava as Escolas de Aprendizes Artífices, entre elas, a Escola de Aprendizes Artífices do Pará, instalada na capital do nosso estado. Em 1920, foi a vez de ser criado o Patronato Agrícola Manoel Barata, na ilha do Outeiro, que formava mão-de-obra para atividades rurais.
Em 1930, a Escola de Aprendizes tornou-se o Liceu Industrial do Pará. E, em 1942, passou a ser Escola Industrial de Belém. Em 1946, uma Lei Orgânica Federal dividiu o Patronato Agrícola em dois níveis de ensino, passando a se chamar Escola de Iniciação Agrícola Manoel Barata e Escola de Mestria Agrícola Manoel Barata.
Em 1961, uma nova lei transformou as escolas agrícolas em Ginásio Agrícola e Colégio Agrícola Manoel Barata. Nesse mesmo período, no início da década de 1960, a Escola Industrial passou a ser uma autarquia federal e, em 1968, tornou-se a Escola Técnica Federal do Pará.
Já em 1972, o Colégio Agrícola passou por uma reestruturação do espaço e foi transferido para o município de Castanhal, adequando-se ao Sistema de Escolas-Fazendas federais. E em 1979, a reestruturação pela qual passava o ensino agrícola brasileiro renomeou o Colégio Agrícola para Escola Agrotécnica Federal de Castanhal.
Em meados dos anos 1990, a Escola Técnica do Pará iniciou sua expansão, criando unidades descentralizadas em Marabá (1995) e em Tucuruí (1996). Em 1997, o Ministério da Educação instituiu na Escola a verticalização do ensino, com os níveis técnico e superior. E em 1999, a Escola Técnica passou a se chamar Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará, o Cefet-PA.
Em 2007, mais uma expansão do ensino profissional agrícola no país criou a Escola Agrotécnica Federal de Marabá. E, finalmente, em 2008, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi criada, juntamente com os Institutos Federais de todo o país.
No nosso Estado, o Cefet-PA e as Escolas Agrotécnicas Federais de Castanhal e de Marabá, e suas respectivas unidades descentralizadas, foram reunidas em uma única instituição: o Instituto Federal do Pará. Daí em diante e ao longo da década de 2010, essas instituições e suas respectivas unidades descentralizadas tornaram-se campi, além da criação de outros novos, chegando ao total de 17 campi e um campus avançado.
Assim, o IFPA está presente em Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Belém, Bragança, Breves, Cametá, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Marabá, Óbidos, Paragominas, Parauapebas, Santarém, Tucuruí e Vigia, sem contar os municípios da área de abrangência de cada campus. Isso fez do IFPA, hoje, a instituição mais capitalizada do Pará.
E ainda estamos na expectativa da criação de mais outros cinco campi, nos municípios de Viseu, Barcarena, Tailândia, Redenção e Alenquer. Totalizando 23 campi, o Instituto, que já está em 70% de todo o território paraense, far-se-á ainda mais presente e interiorizado. E hoje o IFPA é do jeitinho que conhecemos: uma instituição pública que oferece educação gratuita, inclusiva e de qualidade.
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