A arena foi montada: batalha de robôs anima o último dia do Connepi em Belém

Na manhã desta sexta-feira, 29, a Arena Aparelhagem Connepi foi montada e entrou em cena a batalha de robôs. Assim, o XIV Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação (Connepi) abriu espaço para que os estudantes dos Institutos Federais participantes pudessem mostrar seus robôs e travassem disputas emocionantes, no palco principal do evento.
Perto do palco, foi exposto ainda uma réplica do famoso robô de Star Wars, R2D2, desenvolvida por um estudante participante do Grupo de Estudos em Robótica Aplicada e Educacional (Gerae), do IFPA campus Belém. A réplica é articulada, mas não se move de forma autônoma ainda. O bot está sendo montado com reaproveitamento de materiais e peças produzidas por impressão 3D, como trabalho de conclusão de curso do aluno Bruno Mauro Valente, do curso de Engenharia de Controle e Automação no IFPA campus Belém.

“Fazer robô faz parte da disciplina Internet das Coisas, onde o professor envolve muito sobre eletrônica, montagem e programação. Eu me interessei por esse projeto porque é muito interativo. A gente aprende muita coisa: ao mesmo tempo que a gente está programando e montando, fazendo esses robôs”, explica Sara Barros, estudante do curso Técnico em Informática integrado no IFPA campus Paragominas.
De acordo com Suezilde Ribeiro, coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Federal do Pará (IFPA), o chamado Desafio Tecnológico, com a batalha de robôs, já é tradicional do Seminário de Iniciação Científica, Tecnológica e Inovação (Sicti) da instituição. No entanto, com o Connepi, as atividades do seminário foram agregadas à programação do congresso e, pela primeira vez, estudantes de todos os Institutos Federais envolvidos foram convidados a participar com máquinas montadas por seus estudantes.

Dividida em duas categorias, a Mini Sumô e a Mega Sumô, a batalha envolveu 13 máquinas – quatro da mini e nove da mega – que lutaram entre si. O objetivo era empurrar o robô oponente até tirá-lo da área demarcada da arena. As finais foram definidas à tarde, logo antes do encerramento do evento. Participaram equipes do IFPA dos campi de Paragominas, Óbidos e Rural de Marabá, além dos Institutos de Pernambuco (IFPE), Rondônia (IFRO), da Paraíba (IFPB) e do Maranhão (IFMA).
“Essa competição é muito importante porque incentiva a gente a produzir. Ir lá e colocar a mão na massa e aprimorar. Coloca em prática a cultura do maker, que é aquela cultura que você faz tudo com as suas mãos, coloca em prática. Você vai lá, busca, programa, trabalha. Isso é muito importante tanto para nós como estudantes, como também para os professores que incentivam a gente”, analisa Pedro Victor Pereira, estudante de Engenharia de Software do IFPB campus Belo Jardim e componente da equipe Bots Maker.
Para as semifinais, foram classificadas as equipes Cyborgirls (IFPA), Bond (IFPA), Bots Maker (IFPE) e Cyber Caranguejos (IFPE), na categoria Mega Sumô; e Hefesto (IFPB), Grel (IFPB), Gipsy Danger (IFMA) e Fênix do Sertão (IFMA), para a categoria Mini.
Os grandes vencedores foram:
Mega Sumô:

1º lugar – Bots Maker (formada por Julia Mikaela do Nascimento Silva, Pedro Victor da Silva Pereira e Josiel da cunha Silva, do IFPE campus Belo Jardim e Palmares)

2º lugar – Equipe Bond (formada por Davi de Siqueira Freitas, Kamilla Rebeka de Amorim Souza e João Lúcio de Souza Junior, do IFPA campus Óbidos)

3º lugar – Cyborgirls (formada por Sthefany Ingrid Oliveira Costa, Lilian Souza Ferreira e Rafael Gomes Sousa, do IFPA campus Paragominas)
Mini Sumô:

1º lugar – Gipsy Danger (formada por Yasmin Gabriely da Conceição Viana, Andressa Gracielly Nascimento Sardinha e Plácido das Chagas Soares Segundo, do IFMA campus Itapecuru Mirim).

2º lugar – Grel (formada por Iorrana Gonçalves Alexandrino, Luan Júlio Freire Amorim, Weslley Araujo de Andrade Silva e Roberio Paredes Moreira Filho, do IFPB campus João Pessoa)

3º lugar – Hefesto (formada por Kalebe Barbosa Ferreira e Joelson Carvalho dos Reis, do IFPB campus Catolé da Rocha)
No final, os vencedores também realizaram amistosos, entre a equipe Bots Maker e um robô trazido por estudantes do IF do Amapá. Em seguida teve a disputa entre os primeiros lugares de cada categoria – mini e mega: e deu a equipe Gipsy Danger, campeã entre os minibots. “Foi a primeira competição que eu estou participando e essa programação do robô também foi eu que fiz. Eu andei o caminho dele junto com ele, então para mim foi muito importante”, comemora Andressa Grasielly Sardinha, de 15 anos, aluna do 1º ano do curso Técnico em Informática integrado. A equipe do Maranhão é composta apenas por meninas do 1º e 2º ano o nível Médio integrado.
“Foi maravilhoso. O público participou ativamente, nós tivemos batalhas emocionantes e o público ficou super entusiasmado”, animou-se a coordenadora do NIT do IFPA. Suzienilde também ressaltou a importância de eventos assim na formação dos estudantes dos Institutos Federais. “Primeiro pela questão da socialização das instituições. É uma área tecnológica interessante, a área da robótica. Isso desperta um interesse muito grande para que eles sigam a carreira profissional voltada à tecnologia e isso estimula exatamente o desenvolvimento de outros produtos inovadores levando em consideração, por exemplo, a robótica”, concluiu.
Redes Sociais