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Grupos de Pesquisa do IFPA impulsionam ciência, inovação e desenvolvimento regional

  • Publicado: Terça, 08 de Julho de 2025, 11h43
  • Última atualização em Terça, 08 de Julho de 2025, 11h43
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Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) vêm se consolidando como importantes polos de produção científica no Brasil. Além de oferecerem ensino técnico e superior, essas instituições mantêm centenas de grupos de pesquisa que atuam em diversas áreas do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país. No Instituto Federal do Pará (IFPA) o cenário não é diferente e todos os 18 campi produzem ciência, desde o Ensino Médio Integrado até a Pós-graduação.
Atualmente, no IFPA, há 150 grupos de pesquisa ativos, atuando em 34 áreas predominantes, distribuídas entre as grandes áreas: Ciências Humanas, Engenharias, Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Multidisciplinares, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Sociais Aplicadas e Ciência da Computação. São coletivos organizados de pesquisadores, geralmente compostos por professores, técnicos e estudantes, que se dedicam de forma sistemática à investigação científica em áreas específicas do conhecimento. Os grupos de pesquisa desenvolvem estudos voltados tanto para as demandas locais quanto para os grandes desafios globais, como sustentabilidade, energias renováveis, educação inclusiva, segurança alimentar, saúde e inovação tecnológica.
Os grupos de pesquisa desenvolvem pesquisas aplicadas e acadêmicas, formam novos pesquisadores, integram ensino, pesquisa e extensão, produzem conhecimento e inovação e capacitam e atualizam profissionais. “O aluno quando inserido no grupo de pesquisa tem a oportunidade de vivenciar a pesquisa desde seu planejamento, execução e conclusão, onde na prática pode aplicar os conhecimentos adquiridos em sala, a transversalidade dos conteúdos, sendo capacitado não apenas para executar uma ação, mas ter maturidade de replanejá-la caso fatores externos exijam um novo direcionamento”, explica Juliana Nobre, professora do Campus Castanhal e Coordenadora do Grupo de Pesquisa Sementes e Mudas na Amazônia.
Denis Costa, professor do Campus Ananindeua e Coordenador do grupo Gradiente de Modelagem Matemática e Simulação Computacional - GM²SC, afirma que o maior impacto do grupo de pesquisa na formação do aluno é a motivação à iniciação científica, pois estudantes do Ensino Médio realizam pesquisas juntos aos estudantes de Graduação e Pós-graduação. “Essa troca de ensinamentos e experiências entre os diversos níveis de conhecimento estimula os mais novos ao estudo e á pesquisa, e inspira os mais experientes à compartilhar seus conhecimentos, motivando-os à (quem sabe) docência”, defende.
A estudante do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental do Campus Tucuruí, Aline Leal, entrou para o grupo de pesquisa Clima, Sociedade e Ambiente porque sempre teve interesse em aprofundar seus conhecimentos além da sala de aula. “Vi no grupo uma oportunidade de aprender na prática, participar de projetos reais e me conectar com temas que fazem diferença na sociedade, além da oportunidade de conseguir bolsas e apresentar trabalhos fora de Tucuruí. O grupo contribuiu muito para minha formação acadêmica. Por meio das atividades, aprendi a ter mais responsabilidade, a trabalhar em equipe e a desenvolver uma visão mais crítica e investigativa sobre os assuntos da minha área”, conta.
Participar de um grupo de pesquisa também trouxe muito aprendizado para a estudante do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Campus Óbidos, Raila Carvalho. “A contribuição desse grupo foi imensa pra mim, vai muito além do currículo. Além de aprimorar minhas habilidades técnicas, academicamente a experiência me proporcionou uma base em metodologia científica, a participação em eventos, etc. E claro a participação nesse grupo de pesquisa vai pesar bastante no meu currículo. Mas o impacto mais profundo foi pessoal, o projeto me ajudou a pensar de forma mais crítica, acabou por me tronar uma profissional mais consciente do meu papel social”, afirma.

Grupos de Pesquisa no IFPA
Os 150 grupos de pesquisa do IFPA atuam em variadas áreas do conhecimento, trazendo soluções para o mundo e procurando compreender importantes aspectos da sociedade. Dentre as áreas mais recorrentes estão Educação, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Química, Física, Matemática, Letras e Linguística, História, Filosofia e Ciências Humanas.
No Campus Óbidos, por exemplo, há o Laboratório de Inovação Tecnológica do Baixo Amazonas (LITBA), um espaço que reúne alunos e professores para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à realidade local. Atualmente, o grupo conta com 11 alunos, entre bolsistas e voluntários, do curso Integrado de Informática e da Graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, orientados por cinco docentes. Os projetos desenvolvidos no grupo envolvem também a integração com cursos da área ambiental, como o caso do sistema de irrigação automatizada e da ferramenta de monitoramento do nível do rio, voltada à previsibilidade de cheias. O grupo já conquistou o 2º lugar na batalha de robôs no Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação (CONNEPI) 2024, com o robô MACHIA, inteiramente projetado e construído no LITBA, e o 1º lugar como melhor projeto extensionista do Campus com o Mapa da Violência contra a Mulher, na área de desenvolvimento de software.
Em Ananindeua, o Campus conta com o grupo de pesquisa Gradiente de Modelagem Matemática e Simulação Computacional – GM²SC, que se propõe a traduzir a complexidade dos fenômenos naturais em representações matemáticas que possam ser exploradas e analisadas por meio de modelos computacionais, gerando conhecimento e soluções para desafios reais. O GM²SC possui hoje 33 estudantes, de todos os níveis, do Ensino Médio Integrado até o Doutorado, e já produziu mais de 70 obras científicas entre artigos, livros e capítulos de livros, além de diversos projetos de pesquisa. Sendo que cerca de 70% das pesquisas desenvolvidas estão relacionadas com energia renovável e análises climáticas.
Outro exemplo é o grupo de pesquisa Sementes e Mudas na Amazônia, do Campus Castanhal. A proposta do grupo é pautada na pesquisa, inovação e extensão destinadas principalmente as espécies amazônicas que carecem muito de informações, desde métodos mais básicos até tecnologias e inovações sociais que possam efetivamente melhorar aspectos produtivos com foco na sustentabilidade e conservação do banco genético, que são as sementes e assim contribuir para o fortalecimento do setor sementeiro regional. Atualmente, atuam no grupo em torno de 25 discentes dos cursos técnicos em agropecuária, graduação em agronomia e pós-graduação (especialização e mestrado). Já foram mais de 30 trabalhos de conclusão orientados nos níveis de graduação, especialização e mestrado. Gerando produções diversas: TCCs, resumos, artigos e capítulos de livro.
O Campus Tucuruí conta com o grupo de pesquisa Clima, Sociedade e Ambiente, cuja proposta é incentivar jovens pesquisadores na área de geotecnologia e clima na região amazônica. O principal objetivo é fornecer e originar novos dados sobre a chuva na região, uma vez que os dados são muito escassos e muito ausentes de informações. Atualmente, o grupo tem oito alunos bolsistas do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental. Os resultados já foram bem divulgados, todos os alunos que foram bolsistas já publicaram em congressos nacionais e locais.

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