IFPA firma acordo com Fasepa para ofertar cursos a socioeducandos e seus familiares

O Instituto Federal do Pará (IFPA) e a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) firmaram, nesta segunda-feira, 1º de julho, um acordo de cooperação técnica com o objetivo de ampliar o acesso à educação profissional para jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e seus familiares.
A parceria prevê a oferta de quatro cursos de extensão de curta duração — Informática, Soldador, Energia Solar e Instalações Elétricas — com foco na formação cidadã e na qualificação para o mundo do trabalho.
O acordo foi assinado pelo reitor substituto do IFPA, Fabrício Medeiros Alho, e pelo presidente da Fasepa, Carlos Alberto de Andrade Rodrigues Júnior, em cerimônia realizada no gabinete da reitoria. Estiveram presentes na cerimônia o promotor de Justiça da Infância e Juventude, Antonio Lopes Maurício; o diretor de Atendimento Socioeducativo da Fasepa, Andrei Miranda da Silva; a coordenadora de Inclusão, Desenvolvimento e Empreendedorismo da Pró-Reitoria de Extensão do IFPA, Nayara Cristina de Melo; a diretora-geral do Campus Belém, Rita de Cássia Ferreira Vasconcelos Cassia; e o chefe do Departamento de Extensão do Campus Belém, Daniel Palheta Pereira. O documento terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação.
Segundo o acordo, o IFPA será responsável por:
-Efetuar as matrículas dos participantes;
-Disponibilizar professores e equipe pedagógica dos campi de Ananindeua e Belém;
-Gerenciar os recursos humanos, tecnológicos e materiais necessários;
-Emitir os certificados de conclusão dos cursos.
As aulas serão ministradas nas unidades socioeducativas da Fasepa, com apoio logístico e institucional da fundação.
Para o professor Palheta o foco da Diretoria de Extensão do Campus Belém é a responsabilidade social. O campus vem atendendo comunidades diversas — sejam elas nas ilhas, comunidades quilombolas, ribeirinhas ou em situação de restrição socioeducativa. Ele explica que podem ofertar cursos de extensão em parceria com as prefeituras da área de abrangência do campus Belém, que inclui quatro municípios no continente — Belém, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará — e outros seis no arquipélago do Marajó — São Sebastião da Boa Vista, Muaná, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra.
O promotor Maurício destaca que os jovens atendidos pela Fasepa são, em sua maioria, extremamente vulneráveis, muitas vezes sem a presença paterna e com suporte apenas das avós. “Esses cursos profissionalizantes são essenciais para mudar a vida deles. É necessário que o IFPA faça parte dessa história. Vocês vão salvar vidas. Eles precisam ter acesso a cursos de qualidade, para que possam trabalhar e conquistar seu sustento. É fundamental este ciclo de escola, profissionalização e empregabilidade”, afirmou.
Para Andrei Miranda, o IFPA é uma instituição essencial para o Pará. “Voltar o olhar para os vulneráveis dos vulneráveis — os adolescentes que chegam à nossa instituição — é, sem dúvida, muito importante. O IFPA é um reforço, prova de que não estamos sozinhos. Este é um momento para ser celebrado”, garantiu.
Carlos Alberto Rodrigues Júnior afirmou que esta parceria entre a Fasepa e o IFPA é inédita. Ele agradeceu o empenho de todos para a formalização do acordo e acredita que será uma experiência de grande aprendizado. “Não temos registro de nenhum outro acordo ou parceria com esta magnitude, com este nível de engajamento e responsabilidade social como o que firmamos com o IFPA. Os adolescentes têm muita garra. Eles vão tirar o maior proveito”, afirmou.
Para Fabrício Alho, essa parceria reforça o papel do IFPA como uma instituição comprometida com a transformação de vidas por meio da educação. “Buscamos alcançar aqueles que tiveram um ensino fundamental deficitário, para oferecer a eles uma educação cidadã. Nesta primeira etapa, vamos oferecer quatro cursos, envolvendo os campi Belém e Ananindeua.”
A vigência do acordo será de 1º de agosto de 2025 a junho de 2026. As aulas estão previstas para começar em 1º de agosto. A partir dessa data, ambas as instituições deverão coordenar, organizar, acompanhar e supervisionar as atividades formativas, conforme estabelecido no edital do programa.
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