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Servidores do IFPA retornam de vivência internacional em Portugal com novos aprendizados para a instituição

  • Publicado: Quarta, 02 de Julho de 2025, 13h35
  • Última atualização em Quarta, 02 de Julho de 2025, 13h42
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Quatro servidores técnico-administrativos do Instituto Federal do Pará (IFPA) acabam de retornar da experiência de vivência internacional realizada no Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), em Portugal. A iniciativa fez parte de um programa promovido pelo Departamento de Relações Internacionais da Pró-Reitoria de Extensão (Depri/Proex) e teve como objetivo principal fomentar a internacionalização do IFPA e contribuir com o desenvolvimento institucional nos âmbitos do ensino, pesquisa, inovação, extensão e gestão. A vivência ocorreu entre os dias 23 e 27 de junho e promoveu a troca de experiências e a aquisição de competências técnicas e interpessoais que possam ser aplicadas na realidade do IFPA.
As atividades foram definidas de acordo com os setores do IPBeja correspondentes às áreas de atuação dos participantes brasileiros. A Secretaria Acadêmica do instituto português recebeu a servidora do Campus Marabá Industrial, Kátia Noronha, o setor de Comunicação e Imagem recebeu jornalista da Reitoria, Livea Colares, o setor de Assistência Estudantil (com as áreas de serviço social e psicologia) contou com a presença da psicóloga do Campus Ananindeua, Ana Carolina Farias e, para Gestão de Pessoas, foi encaminhado o servidor Alan Bruno da Silva.
Durante os cinco dias de Vivência Internacional, os servidores conheceram o Campus do IPBeja, bem como as atividades realizadas e os cursos ofertados pelo Instituto. Cada servidor foi encaminhado para o setor correspondente, onde pôde ter contato com a equipe e a rotina de trabalho. O IPBeja também proporcionou uma programação cultural, na qual os servidores do IFPA tiveram a oportunidade de conhecer a cidade de Beja e a Vila de Mértola, tendo contato com suas histórias e caminhando pelas suas ruas, museus e castelos. No último dia de Vivência, houve uma reunião de encerramento que contou com a presença da Reitora do IFPA, Ana Paula Palheta, da Pró-Reitora de Extensão do IFPA, Keila Mourão, e da Presidenta do IPBeja, Maria de Fátima Nunes de Carvalho.
A experiência internacional foi custeada com passagens e diárias para o período previsto e representa um avanço na consolidação das estratégias de internacionalização do IFPA. “Mais do que pensar o impacto, o objetivo de mudança no nosso fluxo, na nossa forma de trabalho, que certamente é importante, eu acredito que conhecer um outro território, observar modos de vida, como outras instituições funcionam e pensam a partir de uma perspectiva que em alguns pontos se assemelha, em outras não, pra gente é importante, então internacionalizar não é só dizer que a gente tá em outro território mas é também a gente apreender sobre esses outros espaços, outras lógicas, pra fortalecer o Instituto Federal do Pará”, destacou a Reitora do IFPA, Ana Paula Palheta, durante a reunião de encerramento.

Aprendizados
Agora, os servidores retornam com novos conhecimentos, práticas e propostas que poderão ser replicadas e adaptadas ao contexto institucional, fortalecendo a atuação técnico-administrativa e ampliando o impacto das ações do IFPA dentro e fora do Brasil. “Pretendo compartilhar com os colegas do Campus, os conhecimentos adquiridos sobre as boas práticas executadas pelo IPBeja referentes aos serviços de apoio aos estudantes, para avaliarmos o que podemos adaptar e implementar como estratégias de acolhimento, apoio emocional, inclusão e permanência dos alunos. E na minha atuação profissional, como psicóloga do IFPA, vislumbro adaptar algumas práticas para organização da rotina de trabalho e ações de apoio psicológico, que pude conhecer na vivência desenvolvida junto ao Gabinete Psicopedagógico do IPBeja”, afirma Ana Carolina Farias.
Para Livea Colares, vivenciar uma nova realidade evidenciou muitos pontos que estavam apagados pela rotina. “É comum que a gente viva imerso na rotina de trabalho, crie sistemas e padrões e, por vezes, realize nossas atividades laborais no modo automático. Isso acaba limitando nossa visão do todo e nos acomodando em uma zona de conforto. Sair do país e atravessar o oceano Atlântico para observar e apreender outros modos de trabalho, outras rotinas e formas de viver rompe a bolha, nos força a sair do automático e amplia nossa visão. A partir dessa vivência, pude olhar o IFPA e o meu trabalho com outros olhos, olhos mais atentos que perceberam pontos fortes e fracos e me ensinaram a valorizar ainda mais o meu país e o próprio IFPA. Foi uma experiência maravilhosa, que trouxe muito aprendizado”, defende a jornalista.
Kátia Noronha também aprendeu muito com a mudança de ambiente: “Vivenciar uma realidade diferente da minha em aspectos geográficos, culturais, sociais e ambientais foi uma experiência de aprendizado, observação, escuta, mas sobretudo de diálogo e troca de experiências. A vivência possibilitou ampliar minha visão de mundo, fortalecer a minha adaptabilidade, com certeza resultou em crescimento pessoal e profissional significativo”, afirma.
A Vivência Internacional foi além dos aprendizados profissionais e também tinha como proposta proporcionar crescimento pessoal e cultural, objetivo que foi atingido, segundo o servidor Alan Bruno da Silva. “No campo cultural, a experiência foi igualmente marcante. Beja é uma cidade com uma história rica, e conhecer seu patrimônio, seus hábitos, sua gastronomia e seus sotaques foi fundamental para ampliar minha percepção sobre diversidade e identidade. As conexões estabelecidas com os servidores portugueses e com os colegas brasileiros que também participaram da missão foram muito valiosas, não apenas como trocas profissionais, mas como encontros humanos que ampliam horizontes. Voltei com uma visão mais ampla sobre a gestão pública internacional, novas ideias e uma percepção mais sensível sobre o papel da gestão de pessoas como área estratégica, mesmo em instituições com estruturas e culturas diferentes. Sem dúvida, essa vivência me fortaleceu enquanto servidor público e me trouxe motivação renovada para contribuir com os processos de internacionalização e com o fortalecimento da gestão institucional no IFPA”, destaca.

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