IFPA é homenageado durante sessão especial da Alepa em alusão ao Dia da África

O Instituto Federal do Pará (IFPA) foi um dos homenageados em uma sessão especial realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na manhã do dia 29 de maio. Em homenagem ao Dia da África, a sessão discutiu a criação e implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O IFPA foi um dos 17 homenageados com o Diploma Especial de Reconhecimento, devido à atuação política, acadêmica e de gestão na promoção da equidade racial, dos direitos humanos e das políticas de reparação no Pará.
Quem recebeu a placa de homenagem para o IFPA foi a Reitora Ana Paula Palheta. “Para nós do Instituto Federal do Pará é uma honra sermos reconhecidos ao lado de outras instituições também e, sobretudo, ouvindo o que os movimentos sociais, o que os próprios territórios aqui representados têm a dizer. Após receber esse tão importante reconhecimento quanto à atuação do IFPA e a partir dele, acredito, todas as instituições que também dedicam suas práticas formativas à população quilombola, entre outras identidades que são ricamente representadas nas nossas instituições, eu devo lembrar, por uma questão de dever e de ofício, que educação é também reconhecer esses territórios, as histórias e os saberes que compõem este país”, disse a Reitora.
A sessão especial reuniu parlamentares, representantes do governo, lideranças quilombolas, pesquisadores e movimentos sociais. Durante o evento, os presentes puderam debater os principais desafios e estratégias para a efetivação da PNASQ no Pará, visto que o estado carece de políticas estruturadas voltadas à saúde quilombola. Também celebrou-se a valorização das histórias, culturas e saberes dos povos originários e de ancestralidades africanas, bem como a produção de conhecimentos, a promoção da equidade racial e a educação popular antirracista.
“O IFPA, como uma instituição centenária, atua a partir de 18 campi, em todas as mesorregiões desse grande estado do Pará. Nossa instituição prevê e atua fortemente com bolsa permanência para quilombolas, formação de professores para educação escolar quilombola, sobretudo destacamos uma atuação forte no Marajó, nos municípios de Breves, Salvaterra, Belém, Gurupá, em Bagre, isso tudo só pra dar uma pequena amostra daquilo que nós fazemos e também temos políticas de ações afirmativas que nos permitem o mínimo de segurança para que a inclusão que fazemos seja eficiente e traga para o protagonismo da nossa instituição essa população que para nós é uma grande força do nosso estado”, destaca Ana Paula Palheta.
Dados do Censo 2022 mostram que o Pará tem 135.033 pessoas autodeclaradas quilombolas, o que representa 10,17% da população quilombola do país, estimada em 1.330.186 pessoas. O Pará também detém o maior número de territórios quilombolas do Brasil. A PNASQ tem como objetivo garantir o acesso integral à saúde da população quilombola, contemplando a sua diversidade social e suas especificidades étnicas, culturais, territoriais e de trajetória ancestral, com foco na redução das desigualdades étnico-raciais, do racismo e da discriminação nos serviços de saúde do SUS, visando a melhoria dos indicadores de saúde e qualidade de vida da população quilombola.
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