Licenciatura em Educação do Campo: IFPA planeja currículo
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A Licenciatura em Educação do Campo forma professores para atuar nos ensinos fundamental e médio. Esses professores são preparados para trabalhar nas áreas de Ciências da Natureza ou Ciências Humanas e Sociais. Trata-se de um curso de graduação que passou a receber maior atenção da Capes por meio do Parfor Equidade, um programa que forma professores para atuar na educação escolar indígena, quilombola, para populações do campo, agricultura familiar, educação especial inclusiva e bilíngue para surdos.
A Pró-reitoria de Ensino (Proen) do Instituto Federal do Pará (IFPA), por compreender a importância da Licenciatura em Educação do Campo, promoveu mais um ciclo de formação para o Planejamento das Licenciaturas da Educação do Campo. O evento ocorreu nos dias 27, 28 e 29, no auditório Bolonha, na Reitoria, após o término do I Seminário de Planejamento da Política de Educação do Campo. Participaram dessa formação as direções de ensino, coordenações de curso, coordenações pedagógicas, professores de prática de ensino e docentes dos seis campi do IFPA que ofertam o curso: Abaetetuba, Altamira, Bragança, Breves, Marabá e Santarém.
“Neste segundo planejamento, o objetivo é criar uma unidade na diversidade dos territórios atendidos pelo IFPA. A maioria dos cursos terá os mesmos componentes curriculares e as mesmas ementas”, explicou a coordenadora de Educação do Campo, das Águas e da Floresta (Cecaf), Rosemeri Scalabrin.
Rosemeri esclarece ainda que essa atenção ao currículo é importante para os casos em que estudantes solicitam transferência e se mudam de um território para outro, garantindo que eles tenham componentes curriculares mínimos que lhes permitam continuar a formação.
Pensar a política de educação do campus é fundamental, pois ela abrange não só os cursos de formação de professores, mas também as políticas da educação básica e da pós-graduação. “Fizemos um grande esforço para estar aqui. Do campus Rural de Marabá, especificamente, veio um número significativo de pessoas, porque entendemos que tanto o seminário quanto a formação de formadores são muito importantes. Foram abordados temas transversais a todas as nossas políticas de ensino do campus”, afirmou a diretora de Ensino do Campus Rural de Marabá, Tatiane de Cássia Costa Malheiro.
A diretora de Ensino, Tatiane de Cássia, também comentou que o curso ofertado pela Proen a cada semestre é muito importante, pois o evento foi uma oportunidade para os servidores compreenderem as experiências dessa licenciatura em todos os campi. “No Marajó, por exemplo, os professores enfrentam vivências e particularidades específicas da região. Os professores formados em Bragança enfrentam outras realidades. Essa troca enriquece e fortalece nossas potencialidades e nos ajuda a entender nossas limitações na interação entre os alunos, o corpo docente e os currículos”.
Para a professora do IFPA campus Breves, Tatiane Acioli de Almeida, esses dias de formação foram de grande importância para seu campus. Ela explicou que, na região do arquipélago do Marajó, predomina a população do campo, sendo necessário pensar na oferta de educação para essa população, que reside predominantemente em áreas rurais. “Precisamos nos conscientizar de que esse é o nosso público e que precisamos ofertar cursos voltados para ele”, concluiu.
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