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Proen promove encontro sobre Educação do Campo

  • Publicado: Segunda, 31 de Março de 2025, 18h41
  • Última atualização em Segunda, 31 de Março de 2025, 18h41
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A Pró-reitoria de Ensino (Proen) do Instituto Federal do Pará (IFPA) realizou, nos dias 25 e 26, o I Seminário de Planejamento da Política de Educação do Campo. O evento ocorreu no auditório Bolonha, na Reitoria, com a presença de diretores, coordenadores e professores dos 18 campi.
O evento fez parte de um momento formativo e esforço para reformular a Política de Educação do Campo do IFPA estabelecida por resolução de 2018. “Debatemos sobre a concepção de formação dos IFs, a concepção da Formação e Educação do Campo, a concepção teórica e metodológica da pedagogia da alternância ou formação por alternância ofertada à populações quilombolas, indígenas, camponesas e ribeirinhas”, detalhou a coordenadora de Educação do Campo, das Águas e da Floresta (Cecaf), Rosemeri Scalabrin, que destacou os debates para repensar a política.
Para o professor do IFPA campus Rural de Marabá, Ribamar Ribeiro Júnior, a oferta de formação contínua aos docentes das Licenciaturas é de extrema importância. “Estas atividades realizadas nestes dois dias apresentam um potencial para desenvolver atividades no campus a partir do que foi debatido aqui”.
A pedagogia da alternância respeita a realidade territorial e o mundo do trabalho no qual estão inseridos os estudantes. “Buscamos amadurecer mais sobre a alternância pedagógica para que possamos promover um debate mais qualificado e uma formação cada vez melhor de nossos licenciados e também dos formadores”, acrescenta professor Ribamar Ribeiro.
Para a professora do IFPA Campus Breves Gil Couto, ao longo destes dias de formação, os momentos de mística ajudaram no processo de reflexão não acadêmica, direcionando a percepção para fatores da vida e do cotidiano. Ela relata que sua comunidade fica a 12 horas de viagem até Belém, e o campus atende estudantes quilombolas, extrativistas e realidades diversas.
“Foi um momento de reencontros e interações, trocas de experiências e conhecimentos, partilha de dificuldades e anseios, e de identificar os desafios enfrentados. A realidade do campo é muito diversa, muito complexa e, ao mesmo tempo, muito bonita e afetiva. Tudo isso precisa ser observado”, ressaltou Gil Couto.
Os docentes refletiram, também, sobre o tempo de comunidade e o tempo acadêmico de forma integrada, refletindo os impactos que a formação pode causar no trabalho e na vida dos estudantes, bem como sobre os processos de ingresso. “Não basta um curso com foco em um certificado. É preciso que o curso tenha identidade, por isso a gente fala aqui na Pedagogia da Alternância. Por isso, todos os cursos da Licenciatura em Educação do Campo, além de alguns de Agropecuária e Agroecologia, são oferecidos em alternância”, concluiu Gil Couto.

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