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Termina com música, canto, poesia e dança o Encontro Regional de Agentes Territoriais de Cultura

  • Publicado: Quarta, 26 de Março de 2025, 14h08
  • Última atualização em Quarta, 26 de Março de 2025, 14h08
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O I Encontro Regional Norte de Agentes Territoriais de Cultura terminou nesta quinta-feira, 20 de março. A tarde foi marcada por apresentações culturais feitas pelos comitês do Tocantins e Amazonas, agradecimentos e avaliação de todas as atividades em roda de conversa com o Ministério da Cultura.
As atividades dessa tarde se concentraram no Salão Atlântico Sul. A apresentação inicial ficou por conta do Tocantins com a esquete “Não pode quebrar coco aqui”, uma adaptação que denúncia a opressão enfrentada pelas quebradeiras de coco, o conflito pela posse e uso da terra no estado. Em seguida, os agentes apresentaram uma poesia musicada de Genésio Tocantins – “Quebradeiras de Coco”. Depois, foi a vez dos artistas do Amazonas declamarem, em verso e prosa, as belezas de seu estado e sua gente, exaltar a riqueza cultural e da arte dos diversos povos indígenas que compõem aquele território. Os amazonenses também animaram os participantes do evento, promovendo cantos e danças típicas, como músicas de Parintins e a dança de roda do boi-bumbá, com forte influência indígena.Para a artista Belyza de César Bitencourt, de 27 anos, este encontro e a tarde foram incríveis. Ela é uma das estudantes do curso de Agente Territorial de Cultura, ofertado pelo Ministério da Cultura em parceria com o IFPA. “Neste encontro presencial, conseguimos nos conectar com outros estados e culturas da região Norte. A gente vê que o Brasil e o Norte são diversos, muito ricos culturalmente. Mesmo morando aqui, quem é do Norte não conhece toda a amplitude desta riqueza”, comentou.
“Neste encontro, aprendi que o que fazemos pode ser muito mais potente quando nos conectamos e agimos em rede. Assim, podemos ampliar as possibilidades e promover outras práticas culturais. Depois deste encontro, entendo que não sou apenas eu no meu território”, afirmou Belyza Bitencourt.
O curso de Agentes Territoriais de Cultura é oferecido pela plataforma Moodle do IFPA, com vídeos, aulas gravadas, livros e materiais didáticos elaborados para a formação. Os encontros on-line são periódicos e contam com tutoria, onde os estudantes realizam exercícios e atividades. No primeiro módulo, os alunos aprendem sobre o Programa Nacional de Cultura, os Comitês de Cultura, o Sistema Nacional de Cultura e o Ministério da Cultura. Na sequência, são abordados temas como educação popular e internet. “Temos aprendido muito neste curso, tanto na teoria quanto na prática. Agora, retornando aos nossos territórios, nossa tarefa é nos conectar mais e expandir cada vez mais o que fazemos para outras realidades e comunidades”, concluiu Belyza Bitencourt.

Homenagens
A coordenadora pedagógica do PNCC na região Norte, Suellen Lemes Freire Santos, explicou que o Instituto Federal do Pará é responsável pelo gerenciamento regional do programa e pela execução de atividades em conjunto com os Institutos Federais. Ela, a professora Adriana Corrêa de Oliveira, o professor José Edivaldo Moura da Silva, a reitora Ana Paula Palheta Santana e a pró-reitora de Extensão Keila Renata Mourão Valente foram homenageados pelo trabalho desenvolvido pelo IFPA e pelo empenho na realização desta etapa presencial do curso.
Para a coordenadora do PNCC no Amapá, Silmara da Silva Lobato, o evento como um todo foi maravilhoso. “Houve muitas trocas. Foi uma riqueza de formação e de conhecimentos. Foi uma oportunidade para o Norte conhecer o Norte, observar as diversidades culturais existentes na nossa região, o fazer cultural de cada localidade. Precisamos nos conhecer e nos reconhecer nesta diversidade”.
“Saio daqui com o sentimento de gratidão pelo cuidado, pelo esforço da Adriana e equipe do IFPA na organização deste evento. Sempre há dificuldades, isso é normal. Eu agradeço à Adriana por possibilitar que cada um dos Estados pudesse trazer uma pequena mostra do que é feito lá”, complementou a coordenadora do PNCC do Amapá, Silmara Lobato.
Os representantes dos Comitês de Cultura de cada Estado também agradeceram à equipe do Ministério da Cultura e ao IFPA. Participaram dos três dias de evento em Belém a secretária dos Comitês de Cultura, Roberta Martins; a diretora de Articulação e Governança, Desirée Tozi e a coordenadora de Mobilização e Formação, Josiane Santana Ribeiro.
Para Coordenadora Pedagógica da Região Norte do PNCC, Suellen Lemes Freire Santos, explicou que as aulas iniciaram em outubro de 2024. E os encontros presenciais fazem parte do currículo desta formação ofertada pelo IFPA. “Nós conseguimos alcançar os objetivos ao longo destes três dias com a oferta formações, partilhas e trocas de experiências; bem como alinhar as estratégias de comunicação, formação, informação e mobilização de cada território às políticas do MinC. Esta é uma ação de extensão”, destaca.
A maioria dos agentes que participam da formação já trabalham com cultura popular há mais de dez anos. E eles, de acordo com Suellen Santos, vão voltar aos seus territórios com uma bagagem de conhecimento muito maior para unir forças e trabalhar em parceria com territórios vizinhos, com o auxílio da cultura digital. “Este encontro foi maravilhoso. Foi muito mais do que esperávamos. Promovemos oficinas, palestras, mesas redondas, criamos espaços para mostra de culturas de seus territórios. Trouxemos pessoas muito importantes do MinC para dialogar diretamente com eles como o professor Pedro Pontual, o diretor da Comunicação Popular”, concluiu a coordenadora pedagógica da Região Norte do PNCC, Suellen Lemes Freire Santos.

Agentes Territoriais de Cultura
As últimas falas do 1º Encontro do Agentes Territoriais de Cultura destacaram que o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), o qual todos os agentes estão tendo a oportunidade de conhecer e fazer parte, é uma política de governo que visa ampliar a difusão das informações sobre as ações públicas federais na área de cultura com foco na educação e comunicação popular e digital. Busca combater a desinformação sobre as políticas públicas e o acesso aos diretos sociais.
O PNCC é uma formação cidadã sobre direitos sociais, políticas culturais e sociais para apoiar os trabalhadores da cultura, de modo a contribuir para a promoção do desenvolvimento econômico, a geração de trabalho e renda e a reversão das desigualdades sociais e regionais no campo da cultura. Busca, também, gerar inovações com a participação social, ampliando a mobilização e o debate público acerca das políticas culturais e de temas de relevância nacional.
De acordo com os participantes do evento, os agentes de cultura da Região Norte, ao retornarem a seus territórios, têm a missão, a partir desse curso, fazer o mapeamento e o cadastro de organizações e pessoas físicas atuantes na área sociocultural, estimulando os processos de autocadastro e a composição das bases de dados do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais. Com o conhecimento que já possuem sobre as leis, ajudarão a promover o fortalecimento das organizações da sociedade civil envolvidas com a produção de cultura popular.
O coordenador pedagógico adjunto do Pará, José Edivaldo Moura da Silva, explica que esta formação ofertada pelo IFPA, de Agentes Territoriais de Cultura, é parte de uma estratégia de implementação do PNCC em todas as cinco regiões brasileiras.
O PNCC tem o objetivo de capacitar agentes culturais para o acesso às políticas públicas e fortalecer as ações culturais desenvolvidas em seus territórios e comunidades, a partir dos princípios da educação popular, do combate a todas as formas de discriminação e da valorização da diversidade cultural, étnico-racial e regional, promovendo a economia da cultura e as cadeias produtivas locais.
O curso de “Agente Territorial de Cultura: introdução à cultura e políticas culturais”, é o primeiro de uma série de três cursos da modalidade Formação Inicial Continuada (FIC) que serão ofertados, mediante parceria firmada entre os Institutos Federais e o MinC, no âmbito do PNCC. Uma formação voltada a agentes culturais já detentores de saberes e experiências diversas no campo da cultura em seus territórios.
Este evento realizado pelo MinC, em conjunto com o IFPA, teve como objetivo promover a cultura como um direito fundamental. Buscou integrar e fortalecer a compreensão de que a cultura é um elemento essencial para a cidadania e o desenvolvimento social.“O curso vem sendo realizado de modo articulado às ações a serem desenvolvidas pelos agentes em seus territórios, sendo direcionado para a formação e orientação da atuação prática destes sujeitos, no campo da cultura, com base nas suas próprias realidades”, ressalta Edivaldo Silva.

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