Conext e Encontro de Agentes territoriais: último dia de programação inicia em clima de festa

A manhã desta quinta-feira começou com um ar saudosista, com o último dia do I Conext e do 1º Encontro Regional de Agentes Territoriais de Cultura. Saudosista, mas de muita festa. Enquanto os agentes foram conhecer pontos histórico-culturais relevantes da cidade, em o que chamaram de “rolezinho cultural” por Belém, o palco central do Conext estava fervendo. O motivo? O lançamento da segunda edição da Revista Tecendo Caminhos, voltada para divulgação de projetos de Extensão.
Os agentes territoriais de Cultura (ATC), participantes do Encontro, tiveram hoje uma manhã de passeio. O “Rolezinho Cultural” foi dividido em duas turmas, a partir dos interesses dos inscritos. Parte deles seguiram para a “Caminhada Belém Negra”, do Porjeto Guia Negro, que os levou para a região mais antiga de Belém, passando pelo Ver-o-Peso até o Forte do Presépio. Já a outra parte, fez o itinerário “Afroturismo presença LGBTQIA+ na Cidade de Belém”, promovido pelo Coletivo Filhas da Chiquita. Esses seguiram direto para o Teatro Waldemar Henrique, localizado na Praça da República, para apreciação de uma exposição.
Já na programação do Conext teve divulgação de materiais de oportunidades acadêmicas nos Estados Unidos, a palestra Education USA e exposição de resultados de projetos sobre máscaras indígenas e sobre jovens escritores, em parceria com o Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU).
O destaque da manhã, porém, foi o lançamento da segunda edição da revista “Tecendo Caminhos”, que objetiva a divulgação de projetos de Extensão realizados no Instituto Federal do Pará (IFPA). Para essa edição, foram selecionados 20 projetos, realizados entre os anos de 2020 a 2022, que estão apresentados em forma de artigos jornalísticos. A revista é uma iniciativa da Pró-reitoria de Extensão (Proex) e da Assessoria de Comunicação (Ascom) do IFPA.
“Esse momento é muito importante, porque essa revista foi construída já há um tempinho, e os pesquisadores e os coordenadores esperavam por ela com muita ansiedade. Quando foi dito que ela seria lançada hoje no Conext, eles disseram que a felicidade era imensa por estarem concretizando esse trabalho”, comemorou Keila Mourão, pró-reitora de Extensão do IFPA.
Os professores e estudantes participantes também comemoraram a oportunidade de terem seus projetos editados na revista. Gabriel Barbosa, estudante do terceiro ano do curso Técnico em Agropecuária do IFPA campus Rural de Marabá, participou da fase final do projeto “Curso de inseminação artificial em bovinos para alunos do IFPA campus Rural de Marabá e produtores familiares do Sudeste Paraense”, com o desenvolvimento de textos para submissão do projeto, também ficou satisfeito com o resultado. “É a melhor sensação que a gente tem, né? A gente vê que o esforço, as madrugadas acordado, tudo aquilo que a gente desempenhou valeu a pena. A gente vê que está sendo valorizado”, comentou.
“Apesar de ter o nome de ‘Projeto de Extensão’, gosto sempre de afirmar que é também um projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão. É através dos projetos de Extensão que nós professores conseguimos trabalhar com a plena Educação. Nós conseguimos formar, no caso, professores de Física, realizar pesquisa sobre Ensino e Educação em Astronomia e também levar até a comunidade os trabalhos que nós realizamos pelo IFPA. E isso é importante para todo mundo: levar os trabalhos realizados dentro do IFPA para fora dos nossos muros”, declarou o professor Fábio Moura, coordenador do Projeto “Itinerários formativos de Astronomia e a Inclusão Social.
Outro momento esperado foi a divulgação dos melhores projetos apresentados em banners e na Mostra de Produtos e Protótipos. A lista de melhores trabalhos em banner foi a seguinte:
3º lugar: “Multimídias digitais: a divulgação científica do laboratório de tradução do núcleo de pesquisa em educação e cibercultura”, apresentado por Abimael de Souza, do IFPA campus Belém.
2º lugar: “A Administração9 como ferramenta de transformação de empreendimentos rurais”, apresentado por Filipe Parente, do IFPA campus Santarém.
1º lugar: “Do descarte de garrafas PET à propulsão9 de foguetes: prototipação e aprendizagem científica lúdica com estudantes do Ensino Médio de Ananindeua”, apresentado por Ana Rafaela Marques, do IFPA campus Ananindeua.
Já da Mostra de Produtos e Protótipos, os melhores trabalhos foram:
3º lugar: “Apicultura: empreendedorismo e conservação do meio ambiente”, apresentado por Amanda Santos, do IFPA campus Itaituba.
2º lugar: “CapilECO”: desenvolvimento de cosmético sustentável capilar de baixo custo”, apresentado por Keylla Simão, do IFPA campus Parauapebas.
1º lugar: “Projeto Ribeirizar: ambiência do ribeirinho amazônico”, apresentado pelas professoras coordenadoras do projeto, do IFPA campus Belém.
“Eu estou muito feliz com essa premiação, porque a gente vem trabalhando há quase dois anos nessa temática. E é um reconhecimento, porque a gente vem trabalhando sem bolsa, com alunos voluntários, sem conseguir financiamento. Apesar de ter todo o apoio do IFPA, do Campus, eu sei que eles me ajudam com o que eles podem, mas a gente vai para as ilhas através de coleta com alunos e professores. Receber esse prêmio é muito satisfatório”, comemorou a professora Eliana Schuber, uma das responsáveis pelo projeto Ribeirizar. “O olhar para a Amazônia é muito de fora para dentro e a gente está tentando mostrar o de dentro para fora. Nós é que podemos desenvolver tecnologias que resolvam nossos problemas e temos muitos projetos nesse sentido, mas ainda pouco reconhecido”, completa.
Assim, a manhã do Conext iniciou e terminou com música. A apresentação cultural, que abriu as atividades, acompanhou todo o lançamento da revista “Tecendo Caminhos”. Animada pelo DJ Aldenor – conhecido também como Dr. Aldenor de Souza Bohadana Filho, procurador institucional estreando, assim, em atividades extensionistas do IFPA –, deu mais brilho ao momento já muito esperado pelos participantes dos projetos selecionados para a revista. E, para finalizar a manhã, houve a apresentação da banda resultado da oficina “Prática musical em conjunto”, realizada no primeiro dia de evento.
“Eu me considero um extensionista nato. Esperei muitos anos por esse momento em que temos o I Congresso de Extensão. E é um momento em que a gente percebe que a Extensão é esse processo educacional, esse processo de ensino. Na verdade, o que liga o Ensino e a Pesquisa é a Extensão e a Inovação. Nós não podemos falar de Extensão em separado. Ela é um ato indissociável, que nós precisamos articular com o Ensino e com a Pesquisa”. Elogiou o professor Hudson Trindade, ministrante da oficina de música.
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