Apresentações culturais e experiências de extensão marcam segundo dia de Conext

A tarde do segundo dia do Congresso de Extensão do IFPA (Conext) e I Encontro Regional Norte de Agentes Territoriais de Cultura contou com uma programação voltada para a socialização de experiências sobre extensão, internacionalização, arte e cultura, agentes territoriais de cultura. As atividades foram desenvolvidas no Hotel Sagres, nas salas Tapajós, Tocantis e Xingu, e nos salões Atlântico Sul, Atlântico e Tapajós.
A estudante do curso de Eventos da Escola Nacional do Turismo, Dacirene Ferreira dos Santos, 43 anos, participou da oficina “Preparação para se destacar no mercado de trabalho e brilhar nas entrevistas”. Ela disse que achou tudo o que foi ensinado muito importante. “É um conhecimento que impacta nossa vida. Aprendi a fazer um currículo, como é uma entrevista de emprego”.
O Coordenador do Observatório do Mundo do Trabalho do Campus Castanhal, o professor Leonne Bruno Domingues Alves, ministrou a oficina da qual participou Dacirene. Para chegar ao mercado de trabalho, ele explicou que é fundamental saber onde se deseja chegar profissionalmente. “Esse é um ponto fundamental. O autoconhecimento profissional, ter consciência de seus pontos fortes e fracos”.
“É um erro esperar para ir atrás de experiência apenas no período do estágio obrigatório. O ideal é, que a partir do momento que se entra em um curso técnico ou superior, comece a procurar atuação na sua área, seja como voluntário e se colocando à disposição para contribuir e acumular experiência. A gente precisa construir as experiências profissional”, orienta o professor Leonne Alves.
Encontro de Agentes de Cultura
Os agentes territoriais de cultura começaram a tarde prestigiando a apresentações artísticas do Acre e Amapá. Cada um dos seis estados, Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, apresentaram uma performance cultural. Os agentes participaram de rodas de conversas e oficinas do Comitê de Cultura. Trataram do ativismo cultural na produção de conteúdos e criação de portfólios. O professor do Instituto Federal do Acre, João Lima Cabral explica que este evento é muito importante para dar visibilidade aos agentes e à cultura de cada estado. “É um momento muito rico culturalmente. Para o Instituto Federal fazer parte do Plano Nacional dos Comitês de Cultura do país é muito importante”.
“Contando e cantando histórias da floresta” foi a performance de abertura das atividades do período da tarde. Foi criado e apresentado pelas atrizes acreanas Deusa Maria do Nascimento Franco, que interpretou a Chiquinha do Pandeiro, e Hilare Caren da Silva, que interpretou a Ritinha da Silva do Rio Imbira. A performance apresentada por elas foi feita exclusivamente para o evento em Belém. As duas são agentes de cultura desde a infância, são formadas em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Acre.
João Lima Cabral destaca que são 64 agentes da região Norte participando da formação virtual de aprendizagem ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC) e que vieram para o Encontro em Belém. O papel deles será disseminar as políticas do MinC em seus territórios. “O trabalho que eles já faziam lá, em suas terras, como artistas, eles vão continuar a fazer e vão incorporar, enquanto agentes de cultura, disseminando informações, atividades em formações culturais junto com o MinC, fazendo a divulgação das leis junto às comunidades produtoras de cultura em seus territórios”.
A Conferência com temática regional: Saberes Amazônicos –Ancestralidade, ambiente e territorialidades. O encerramento da atividade dos agentes de cultura foi com a apresentação cultural “Roda de carimbó com mestras e mestres da cultura”.
Mostra Conext
Quem passeou pelos estandes da Mostra Conext pode conhecer e dialogar com estudantes que apresentavam seus produtos e protótipos: microscópio caseiro para ações de extensão nas escolas, biojóias feitas de escamas de peixe e caroços de açaí, protótipos de moradia ribeirinha amazônica que atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sabão e velas ecológicas feitas a base de resíduos de óleos utilizados em frituras, assistência técnica em piscicultura, chocadeira de madeira com opção de acionamento elétrico ou a bateria, protótipo de sistema de criação e produção integrada de peixes e hortaliças em sistema com recirculação de água e futebol além da visão do campo.
Roda de Conversa sobre Internacionalização
A Proex trouxe para o Conext os professores Ane do Nascimento Parente Morhy Terrazas e Jefferson Ramos de Lima, a técnica administrativa Aline Gonçalves Batista da Silva e os estudantes Alex Teles Silva e Adriano Cruz da Costa Maciel para falar sobre internacionalização, suas experiências sobre de onde vieram e para onde desejam ir.
O estudante Técnico em Química do Campus Belém Alex Teles participou da palestra e relatou a experiência de intercâmbio que viveu nos Estados Unidos em 2024. Ele foi selecionado pelo AFS Global STEM Academies 2024, um programa de bolsa integral de estudo no exterior voltado a resolver desafios de sustentabilidade.
Alex Teles destacou que o intercâmbio foi um momento de realização. Foi uma das melhores experiências da minha vida, algo inesquecível. Afirmou que os estudantes precisam estar atentos às oportunidades e aprender a saber o que ver nas redes sociais. Estar atentos as suas áreas de interesse. “Para participar de um intercâmbio é bom ter uma mente aberta, saber ouvir, ter uma adaptabilidade muito grande para enfrentar as situações de choque cultural. Saber lidar com outras pessoas, os choques interpessoais e interculturais”.
A Assessora de imprensa no Consulado do Japão em Belém, Rosa Kamada, dialogou com vários estudantes sobre bolsas de estudo oferecidas pelo Governo do Japão. O Pará é um dos estados brasileiros em que os estudantes podem pleitear bolsas. São várias oportunidades ofertadas para quem está no ensino médio, graduação, mestrado e doutorado.
Encontro de Arte e Cultura
A professora de Arte, Narciza Valéria dos Santos Carvalho Neves, esteve nesta tarde acompanhando 11 estudantes integrantes do Projeto de Extensão Usina Musical IFPA Tucuruí (UMIFTUC). Ela explica que o projeto de Orquestra, Banda Marcial e Coral da instituição conta com 50 estudantes. Os estudantes têm aulas de teoria musical, técnica vocal e prática instrumental. Os músicos tocaram “Trem das Onzes”; seleção do Tim Maia, o carimbo “Esse rio é minha rua” e “Pôr do sol”. A apresentação abriu a reunião do Comitê de Arte e Cultura do IFPA. “A gente vai discutir a prática do ensino da Arte nos campi”.
A Secretária Executiva da Lei Semear, Carmem Fischer, foi uma das convidadas para dialogar com os participantes do Conext. Ela veio apresentar o programa e explicar como captar recursos para os projetos. Na mesma sala, participou o coordenador do NAC do IFPA campus Altamira, Leandro Machado Ferreira. Leandro destaca que é muito importante a participação da Carmem, pois é fácil conseguir captar recursos. “É preciso criar o projeto e acreditar nele, persistir, ir atrás, por mais difícil que seja, uma hora o evento acontece. São várias etapas que se precisa cumprir para tornar o evento cada vez maior. É sempre bom ter um contador no acompanhando todo o projeto”.
A estudante do curso Técnico em Eletrotécnica do Campus Tucuruí e musicista Maria Eduarda Sousa de Almeida, 18 anos, esteve na palestra sobre a Semear. Ela comenta que foi importante o diálogo, pois muitas vezes sua banda, a UMIFTUC, não dispunha de orçamento para fazer apresentações para a comunidade. “Com a Semear há possibilidade de conseguir empreendedores para apoiar nosso projeto”.
Encontro dos Gestores de Extensão
A pró-reitora de extensão e cultura do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Maria Jose Batista Bezerra de Melo, acompanhou o início da implantação da extensão na instituição. Há 17 anos atuando na área, ela veio socializar algumas estratégias adotadas lá como criar núcleos, programas e comitês de extensão. Ela sugeriu que os eventos sejam sempre itinerantes para envolver e movimentar todo o Estado, para mobilizar a comunidade onde o instituto está inserido. “É importante fazer que os campi compreendam o real objetivo da extensão, sair do instituto. O objetivo é a formação acadêmica que promova a transformação social através da interação dialógica com as pessoas dos territórios de abrangência dos campi”.
Para o professor e coordenador do curso Técnico em Edificações do Campus Tucuruí, Terlys de Araújo Silva, o IFPB apresentou várias experiências exitosas na extensão. “A extensão no IFPB está consolidada em vários programas. O nosso congresso de extensão está sendo o primeiro e iniciou com este tamanho. Lá começou de forma embrionária e agora, trabalha vários programas, interage com a comunidade”. Eles trabalham com arte, feira de empreendedorismo, feira culturais. “Uma interação muito maior. Podemos pensar isso e implementar para nossos próximos eventos. Além, de poder trazer outros agentes públicos e privados para somar forças”.
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