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Segundo dia do Conext e do Encontro dos Agentes Territoriais de Cultura inicia cheio atividades

  • Publicado: Quinta, 20 de Março de 2025, 13h50
  • Última atualização em Quinta, 20 de Março de 2025, 13h50
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O I Congresso de Extensão (Conext) do IFPA e do 1º Encontro Regional dos Agentes Territoriais de Cultura do Norte iniciaram seu segundo dia de programações integradas cheio de atividades e novidades. Realizados pelo Instituto Federal do Pará (IFPA) e pelo Ministério da Cultura (MinC), ambas as programações seguem até a quinta-feira, 20 de março.
Os agentes territoriais de cultura (ATC) se ocuparam com reuniões entre os coordenadores da Região e entre o MinC e os Comitês de Cultura, além da roda de conversa “Atuação dos Agentes Territoriais de Cultura e as Políticas Culturais”. Oficinas do LabDigital também foram ofertadas aos ATC nessa manhã do dia 19. Os temas apresentados foram: “Desinformação e letramento digital” e “Colonialismo de dados e soberania digital”.
Já no Conext, a programação incluiu a exposição de vídeos institucionais, curricularização da extensão, projetos premiados, mostras musicais, enfim, sobre as ações vinculadas à Pró-reitoria de Extensão (Proex) do IFPA, ao longo de toda manhã. Além disso, o Departamento de Relações Internacionais (Depri) apresentou a “Liga dos Idiomas – descubra seu nível de proficiência”, um jogo em que o participante verifica, de forma lúdica, como está seus conhecimentos das línguas inglesa e espanhola.
De acordo com Lais Sousa, tradutora e intérprete de Inglês vinculada à Proex, vale frisar que o jogo não vale como um teste de proficiência. “A intenção do jogo é informar aos alunos que nós temos cursos FIC [formação inicial e continuada] de idiomas estrangeiros sendo ofertados no IFPA de forma gratuita”, explica. A ideia é incentivar e motivar os estudantes a aperfeiçoarem a sua proficiência em idiomas estrangeiros. “Apesar de ser um jogo e não ter finalidade de avaliação, ajuda a familiarizar o estudante aos níveis de proficiência usados no vocabulário acadêmico e em editais”, completa, referindo-se ao Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR), utilizado globalmente.
Outro destaque da programação foi o “Talentos do IFPA em cena: O Auto da Compadecida”. Baseada na obra de Ariano Suassuna, com versão de Dante Monteiro, a peça foi apresentada pelo grupo Gatos de Rua, oriundo de um projeto de ensino do Campus Belém. Segundo uma das idealizadoras do projeto, Sofia Paes, egressa do curso Técnico em Eventos, “o Gatos de Rua foi idealizado por alguns alunos da turma de Eventos, em 2023”, conta.
O projeto, que foi aprovado como projeto de ensino e recentemente passou na chamada do edital IFPArte, envolve em torno de 20 a 30 pessoas. A peça apresentada começou a ser ensaiada em dezembro passado e já teve duas edições no auditório do Campus, em janeiro e fevereiro deste ano. “Foi meu grupo de amigos que idealizou. Eu sou apaixonada por teatro, teatro é a minha vida, então, dar oportunidade para pessoas que não têm condições mas que querem fazer aquilo por fazer, que querem fazer arte por amar aquilo, é indescritível. O Gato de Ruas está no meu coração”, completa Sofia.

Mostra de Produtos e Protótipos
A Mostra de Produtos e Protótipos desenvolvidos nos campi do IFPA, a partir de projetos de Extensão, completou a manhã do Conext. Foram 17 projetos apresentados de variadas áreas de conhecimento, como matemática, arte, esporte, produção de cosméticos, entre outros.
A estudante do terceiro ano do curso Técnico em Edificações integrado, do Campus Itaituba, Hayla Magno, estava empolgada com o produto que trouxe. No Campus, ela, junto com colegas e orientadores, desenvolveu o projeto “Protótipo de microscópio caseiro para ações de extensão em escolas e para educação ambiental”. O produto disso foi uma alternativa acessível e portátil para o microscópio. Com materiais de baixo custo, os membros do projeto criaram, com folha de isopor, uma lente e ligas de borracha, seus próprios microscópios e levaram para escolas da região para apresentar o produto e despertar a curiosidades em estudantes do ensino fundamental e médio do município. “Muitas escolas não têm laboratório de Ciências, de Informática, de nada. E quando a gente vem com esse tipo de projeto, esse tipo de trabalho, a gente incentiva as crianças a buscarem os estudos”, comenta a estudante. “Quando entrei no IFPA, eu vi muitas oportunidades. O IF, para mim, mudou minha percepção de mundo, porque a gente pode viajar, tem vários projetos de Extensão, a gente aprende tanta coisa”, empolga-se Hayla.
Outro projeto apresentado foi “Sabão ecológico: a bioquímica e a educação ambiental como ferramentas de sustentabilidade”. Apresentados pela estudante do 6º período de Engenharia de Alimentos, do Campus Castanhal, Taiane Braga, sabonetes e velas foram produzidos a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha do próprio restaurante universitário do Campus. Quando possível, o grupo do projeto promove oficinas sobre descarte consciente do óleo, para a comunidade interna e, quando possível, externa também. Os sabonetes e velas são distribuídos normalmente entre a comunidade acadêmica do próprio IFPA. “Para minha área, o projeto trabalha muito a questão ambiental. Trabalha a questão da indústria que tem vários descartes, de vários tipos de materiais, que a gente pode reaproveitar e o óleo é um deles”, afirma a futura engenheira de alimentos.
Talia Santos, estudante do curso de Rede de Computadores, do IFPA Campus Tucuruí, apresentou o projeto “Futebol, para além do campo de visão”. Vinculado a um projeto maior, o “Pará Bola”, iniciado em 2021 e encerrado em fevereiro deste ano. O projeto maior tinha o apoio do Ministério da Cidadania e chegou a incluir, a partir do futebol, 372 alunos, entre 14 e 23 anos, em dois núcleos: Tucuruí e Belém. O produto específico apresentado foi desenvolvido por conta da identificação de sete participantes com deficiência visual. Foram desenvolvidas alternativas em Braile e impressões em alto-relevo, com carbono em um papel especial para isso. Para a prática, orientações dos técnicos e uma bola com uma espécie de sino, ajudavam os jogadores a se localizarem em campo. “Nosso projeto é uma iniciativa que integra inclusão, autonomia e esporte”, resume a estudante.
Inclusão também é a palavra que define o produto apresentado por Yasmyn Cunha. Intitulado “Promovendo comunicação acessível e inclusiva para a redução de desigualdades: capacitação e empoderamento dos alunos do IFPA”, o projeto criou uma cartilha que ensina sobre diversos tipos de deficiência, com algumas impressões, abasteceu a biblioteca do Campus Parauapebas e enviaram para alguns outros campi. De forma digital, está em PDF, que é enviado para quem se interessar, mas pretendem que em breve esteja no site isntitucional.
Sobre o tema da inclusão, a estudante é categórica: “uma coisa que a gente aprende vivendo em sociedade é que o respeito é algo que você só promove se você conhece. Você não respeita aquilo que você não conhece”. A iniciativa da cartilha partiu do Núcleo de Atendimento as Pessoas com Necessidades Educacionais (Napne) do IFPA Campus Parauapebas, onde Yasmyn cursa Técnico em Eletrônica integrado ao Ensino Médio. “Todos os participantes alunos são do Napne, as duas professoras são coordenadoras do Napne do Campus, eu sou uma aluna assessorada pelo Napne, todos os alunos do projeto são assessorados pelo Napne, tivemos três alunas surdas, temos um aluno com deficiência visual, tivemos uma aluna com autismo também. A gente incluiu todos os alunos de dentro do Napne justamente na intenção de promover mais ainda essa inclusão. Porque como a gente está falando sobre inclusão, quem melhor do que uma pessoa que precisa ser incluída?”, conclui.

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